quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Dark Bites ( 1º Capítulo House of The Rising Son)



Sobre o Livro: 

Por anos, os fãs ansiosos têm clamado por uma colecção de "all-in-one" das novelas da autora Sherrilyn Kenyon. Em seu pedido entusiasmado, nós entregamos esta colectânea de contos novos, incluindo histórias anteriores exclusivas para o site da Sherrilyn, bem como um novo todo, nunca antes visto na história!
Sherrilyn Kenyon leva os leitores a partir dos Predadores da Noite para os Semideuses, dos Predadores do Homem aos demónios, e tudo mais. Perigosos e emocionantes, cada história é um passeio de emoções um  após o outro, o tempo têm provado e novamente Sherrilyn cativou milhões de leitores em todo o mundo. Agora, os leitores são convidados a ir fundo no mundo rico e imaginativo de Kenyon e experimentar os momentos acelerados do corção que nunca param de chegar!

Novelas Incluídas:

- Phantom Lover (V’Aiden)
- Winter Born (Dante)
- A Dark-Hunter Christmas (Gallagher)
- Until Death We Do Part (Velkan)
- A Hard Day’s Night Searcher (Rafael)
- Shadow of the Moon (Fury)
- Where Angels Fear to Tread (Zeke)
- Fear the Darkness (First Time in Print)
- House of the Rising Son (First Time in Print)

Novelas independentes:

- Love Bytes
- Santa Wears Spurs


House of The Rising Son




20 de Julho, 12.252 A.C

" Como é que eles estão?"
O demônio daeve, Calb Malphas, voltou a sua atenção  dos soldados que estavam em treino, à voz delicada desprovida de emoção da deusa. Como era costume, ela apareceu em silêncio e, de repente, atrás dele. Algo que era sempre desconcertante para um guerreiro que não gostava de ter alguém ou alguma coisa nas suas costas.
Com cabelos longos, castanho escuros, pele impecável, e olhos esverdeados - ouro vivo, Bathymaas era uma beleza rara, mas com sangue-frio como qualquer criatura que ele já conheceu. A personificação da justiça, ela não deveria ter qualquer tipo de emoção ou sentimento...
E ela não têm. No entanto, ela era tão amável como era cruel, e justa além da sua compreensão.
Malphas olhou para os quatro soldados que estavam treinando na grande arena à sua frente.
- Nada mal. Eles podem realmente sobreviver em algumas batalhas.
O seu humor negro foi desperdiçado em uma deusa que não tinha conhecimento disso. Felizmente, ela não entendeu o sarcasmo, portanto, não se ofendeu. Isso só serviu para torná-lo menos doloroso para ele, e foi a principal razão que ele concordou em ajudá-la a montar a sua equipa de protectores de elite que seriam responsáveis pela segurança do seu povo.
Ela tirou uma mecha do seu cabelo para trás do  rosto.
-Nós ainda precisamos de mais dois para representar os atlantes. Tens alguma sugestão?
- Há um campeão na Atlântica que está vindo fazer nome para si mesmo durante os jogos e festivais. Galenus de Didimosia.
Eu estava a planear em testa-lo e, em seguida, convidá-lo para se juntar à nossa feliz equipa hoje.
-Viste-o lutar?
Malphas assentiu.
-  Dois dias atrás. Ele bateu de volta em seis adversários maiores de uma só vez, durante uma partida de exibição. Ele é impressionante, e dada a forma como ele saboreou a luta e vitória, ele deve fazer um bom complemento para o nosso grupo.
- Posso ir contigo?
- Claro, minha senhora. Eu ficaria extremamente honrado.
Ela inclinou a cabeça em direcção a ele e foi com uma graça que rivalizou com a sua própria amada Lilliana. Essa comparação fez tremer involuntariamente como memórias vivas que subiram para esfaqueá-lo com arrependimentos dolorosos.
Recusando-se a ir lá com seus pensamentos, Malphas retornou ao homem que estava treinando para proteger este mundo frágildo mesmo tipo de tragédia que ele mesmo passou.

**

- Deverias ter estado lá, irmão. Foi incrível! Eles vieram para mim como bestas gigantes montanhosas, querendo apenas o meu sangue e ossos para comer, e eu venci-os sozinho. Quando ganhei a luta... o incrível grito subiu através do anfiteatro como um trovão estridente.
Colocando as mãos em volta da boca, Galenus demonstrou o som.
Aricles sorriu para o entusiasmo do seu irmão gémeo Galenus que ilustrou as suas habilidades de espada que tinha ganhado no torneiohá dois dias.
- Sabes o que realmente me impressiona, Galen?
O irmão ficou carrancudo a meio de um golpe de espada simulado. - O quê?
- Ajudar a deitar o fertilizante no campo.
Galenus zombou indignado enquanto ele subia no muro e fez uma careta.
- Como podes ficar aqui? Eu odeio a agricultura e cuidar dos animais e campos...Devias ir comigo na próxima vez e participar nos jogos.
Juntos, seriamos invencível...e ganharias dinheiro suficiente para fazer o próprio rei parecer um mendigo.
Aricles fez uma pausa para enxugar o suor da testa com o antebraço antes de cortar o cordão de um novo lote de estrume. Ao contrário do  irmão, vestido como um nobre, cujo vestido de túnica e pode rivalizar com a de um príncipe, ele estava sem camisa, e apenas com uma tanga e sapatos de couro gastos para proteger enquanto trabalhava.
Mesmo assim, o suor escorria pelas costas e pelo seu cabelo curto, castanho avermelhado.
- Não é tão ruim aqui. Pai precisa de ajuda.
- Bah! Ele tem uma abundância de servos para isso. - Por que devemos trabalhar como cães no calor do verão? Nós nascemos para algo melhor do que isto.
Discordando completamente, Aricles içou o barril por cima do seu ombro para carregá-lo para onde ele tinha deixado fora cobrindo as plantas.
- Não há nada de errado ou indigno sobre o trabalho de um bom lavrador. Devias experimentá-lo algum dia.
- Diz o homem coberto de merda de vaca.
Aricles jogou um punhado dele para o irmão. Ele caiu no meio do peito, manchando sua túnica branca.
- Ugh! Isso é nojento, Ari! Eu não posso acreditar que fizeste isso.
Rindo, Aricles começou a espalhar em torno das plantas germinadas. Nunca compreendeu o amor ou a necessidade do irmão pela guerra.
Pessoalmente, odiava conflitos e confrontos. Criar e construir, em vez de matar e destruir. A conquista e de jogos de combate não  atraí o mínimo. A única razão que um homem deve ter uma espada era para proteger aqueles que amava, não tomar deliberadamente a vida de alguém amado por outra pessoa.
Ainda em fúria, Galenus deixou-o com raiva.
- Um dia, Galen, - Aricles disse atrás dele, -  vais aprender a amar a agricultura. Eu prometo!
- Se esse dia chegar, espero que Misos bate com a minha cabeça idiota na parede. Ele gritou de volta como se fosse para lavar e trocar de roupa.
-Nunca deixa de me espantar como os vocês dois podem ser tão parecidos e ser tão diferentes na disposição e forma. É como noite e dia.
Isso porque Aricles tinha tomado deliberadamente a responsabilidade em uma idade precoce que Galen não tinha.
Aricles endireitou, enquanto seu pai se juntou a oferecer um copo de água. Grato, engoliu em seco.
- Galen, não é tão ruim, pai. Ele é um bom homem, com um grande coração.
-Ele precisa que a selvajaria dentro dele seja domada antes que leve à sua destruição total. Fora dos meus três filhos, ele é o único que me mantém acordado à noite de preocupação. Assim como o facto de que Perseus idolatra-lo. Temo que um dia vai seguir o irmão mais velho para a guerra e eu vou perder os dois.
- Eu não teria medo disso. Perseus nunca iria abandonar a sua amada Julia para ir para a guerra.
Seu pai sorriu e deu uma palmada no seu ombro nu.
- Nunca pensei nisso, e  estás certo. Preferia morrer do que sair. Obrigado por aliviares a minha mente.
Pegou no copo dele. - Agora, se eu pudesse ver meu filho mais velho interessado em uma mulher...
Aricles não fez nenhum comentário enquanto se dirigia de volta para fertilizar as plantas. Embora seu pai não soubesse houve também o amor na idade de Perseus. E o seu coração foi esmagado quando se deparou com ela na floresta, tendo relações sexuais com outro homem. Embora ambos foram cortejar em privado por vários meses, ele não havia roubado um único beijo, por medo da desonra. Ele tinha pensado que ela era perfeita e ela riu na sua cara por sua cortesia.
-Eu preciso um amor de um homem, não de um idiota.
Desde então, ele não tinha abordado outra mulher. Ele deixou seu irmão gémeo, que tinha muito respeito por seus corações e sentimentos como Claudia teve com a dele. Se eu quisesse ser escarnecido e ridicularizado, ele teve seus irmãos para isso. Ele não tinha necessidade de fazê-lo também uma mulher.
- Akri!
Ele olhou para o grito de Gideon alarmado ao ver um grupo de sete demónios voando para o servo e seu pai. O coração de Ari bateu e seus olhos procuravam Galen, mas seu irmão foi embora e não tinha ideia de que eles estavam sendo atacados.
Droga!
Aricles lançou-se para cima do muro para pegar uma estaca de madeira longa e os xiphos do seu irmão. Usando a vara como um dardo, jogou o demónio que estava mais perto para chegar ao  pai, que correi em sua direcção, com o demónio agitando as asas enormes e lambendo os lábios negros. A vara atingiu o demónio no cento do seu peito e caiu ecoando um grito e morreu. Tão rápido quando podia, correu em todo o campo para combater os seis restantes. Pela aparência deles,  eram Carontes, uma das raças mais ferozes dos demónios. E, infelizmente, os humanos e os altantes eram a sua comida favorita.
Aricles esquivou das suas garras feias e presas, enquanto lutava com tudo o que tinha. Foi triste para os demónios que ele compartilhava a mesma habilidade do seu irmão na luta. Não pode desfrutar de esgrima e assassinato, mas era muito bom nisso. Em poucos minutos, ele tinha os demónios deitados no chão em pedaços.
A visão dos seus restos mortais adoeceu, assim como o sangue em suas mãos e corpo.
Seu pai o abraçou .
- Graças a Deus que estavas aqui.
- Graças ao Galen com seus xiphos. - Aricles fez uma careta de desgosto. - Falando nisso, regressa para ajudar com os corpos assim que te limpares.
Dirigiu-se para o riacho que corria pelo meio da sua propriedade. Tinha acabado de começar a lavar quando uma luz brilhante apareceu dinate
dele. Galen agarrou a espada e hesitou quando viu uma mulher bonita em uma longa veste branca  e um homem vestido de preto.
O homem levantou as mãos para mostrar que ele não estava lá para lutar.
-Nós só queremos falar contigo alguns minutos.
Aricles baixou a espada, mas manteve-a em sua mão. - Sobre o quê?
- Eu gostaria de te recrutar. A voz da mulher era suave, melódica. Calmante. Um presente perfeito para a sua altura e suplemento de beleza  etérea.
- Para quê?
O homem riu - Não desperdiças palavras não é?
- Malphas, repreendeu a mulher. - Não estás ajudando.
- Perdoe-me, deusa.
Deusa...
Agora, a sua beleza tinha sentido. Mas o que queria de um simples agricultor? Não conseguia entender.
Bathymaas estudou o homem no riacho. Alto e bem musculado, no campo parecia tão feroz a lutar contra os demónios de Malphas. Seu cabelo era castanho avermelhado, muito curto na nuca e mais longo na frente. Ele era muito bonito, seus olhos azuis inteligentes eram queimados.
- Estás ciente de que a guerra eclodiu, Atlante?
Ele franziu o cenho. - Que guerra?
Malphas cruzou os braços sobre o peito. - Você está familiarizado com o termo " Chthonian"?
Aricles balançou a cabeça.
A deusa foi quem explicou.
- Há um punhado de seres humanos, atlantes, ou apollites que nasceram com os poderes de um deus para que eles possam proteger o seu povo dos deuses que tentam abusar ou explorá-los. Cada um está equipado com a capacidade de matar um deus e não alterar a ordem do universo ou destruí-lo. Mas para cada deus que matar, perde um grau do seu próprio poder. Se eles matarem muitos deuses, eles morrem.
- E, infelizmente, tem-se cruzado de forma tão feroz por quase um ano.
A deusa balançou a cabeça.
- Não há ninguém para proteger o seu povo, enquanto eles lutam e alguns grupos estão se aproveitando da sua atenção negligente para tirar proveito dos inocentes. É por isso que estou montando uma equipa que pode temporariamente assumir os deveres de proteção dos Chthonians.
Aricles estreitou os olhos como ele entendesse porque estavam ali. - Queres que eu lute por ti?
- Sim.
Aricles riu da ideia.- Não, obrigado. Não sou um soldado. Sou um fazendeiro. Malphas bufou.
- Então porque estavas em uma luta na arena há dois dias?
- Não fui eu. Viu o meu irmão.
- Esse foi seu irmão? Ela perguntou ao Malphas desconfiada.
- Sim, Galen. Eu sou o Aricles.
Malphas parecia ainda mais confuso.
- Mas eras tu que lutou contra os demónios agora.
Ele deu de ombros. Galen e eu aprendemos e treinamos juntos. Mas ele é o único que ama os xiphos, eu não.
Malphas sorriu para a deusa. - Acho que encontramos os dois últimos.
Aricles balançou a cabeça. - Não, eu não quero.
Malphas avançou, mas a deusa deteve.
- Vais buscar Galen e pedir-lhe que se junte a nós. Quero falar a sós com Aricles.
- Sim, minha deusa. Malphas desapareceu sem perguntas.
Aricles começou a secar-se com a toalha que tinha deixado no banco. - Se achas que pode mudar minha mente, minha senhora...Não pode. E eu  não quero ter nada haver com a guerra.
- Sabes quem eu sou?
- Diafonía, Apollymi, Symfora... Nomeando deusas guerreiras do panteão Atlante. - Nada disso importa para mim.
- Sou Bathymaas, sou a personificação da justiça. O meu papel neste mundo é simples, manter o equilíbrio entre o bem e mal. Mantenha-o  sagrado e para garantir que nenhum dos lados esmaga o outro. Tenho a certeza que podes respeitar isso.
- Posso.
- Então, luta para mim.
Balançando a cabeça, passou diante dela.
Ela colocou a mão em seu braço para detê-lo. - Por favor, Aricles. Os deuses te  deram um presente e uma capacidade incrível. Quem melhor para mim um homem que lida com uma xiphos sem amor à glória ou guerra? Ao contrário dos outros, não lutas por nenhuma razão mas pelas razões certas.
Eu queria dizer a ela que não, mas olhando para os olhos de ouro esverdeados, e sentir o calor da sua mão na pele, perdido nas suas artimanhas.Mas a parte mais triste? Ela não estava mesmo usando nenhuma.
E, no entanto, eu queria enterrar o rosto no seu cabelo e inalar o aroma doce. Nunca tinha sido tão atraído por uma mulher. Nem mesmo por Claudia.
Ela não é uma mulher.
Não, ela era uma deusa.
E ele era apenas um camponês.
- Então o que dizes Aricles? Vais representar? O teu povo e ser meu campeão para o bem de todos?
Eu queria dizer não. Desesperadamente. Mas o seu coração estava bloqueando o seu senso comum, bem como a esperança de que a Deusa irá responder com um sorriso.
Quem sou eu para lutar contra a vontade dos deuses?
- Aricles! Nunca irás adivinhar o que..- as palavras de Galeno desapareceram enquanto caminhava por entre as árvores e viu Bathymaas. Ele arqueou uma sobrancelha com curiosidade.
Bathymaas virou-se para Galen, mas não reagiu fisicamente. - São gémeos.
Aricles deu-lhe um sorriso irónico. -Desde que nascemos.
Malphas riu, mas a expressão de Bathymaas não mudou em tudo. - Tens de perdoar a deusa. Para essa matéria, ela não entende humor ou emoção.
Essas palavras surpreenderam.-É mesmo?
Bathymaas assentiu. - Agora, reúne as tuas coisas, vamos levá-los para a sua nova casa.
Galen deu um ânimo enquanto Aricles encolheu. Ele sabia que seu pai não ficaria feliz com isso e quando eles voltassem para a pequena casa de pedra onde eles nasceram, foi mostrado que ele estava certo.
- Não permitirei! - Grunhiu seu pai com eles a empacotaram os seus poucos pertences. - Preciso de vocês aqui, pelo menos um de vós.
- Pai. Galen suspirou. - Não entende que isto é uma honra. Fomos escolhidos pela própria deusa. Temos de honrar os deuses e a sua vontade não é isso que sempre nos ensinou?
Seu pai virou os olhos azuis atormentados para Aricles, implorando-lhe para ficar.
- Posso manter Galen seguro enquanto eu estou com ele. Assegurarei-me que chega a casa, numa única peça.
Seu pai pousou a mão na nuca de Aricles e na do seu irmão e puxou-os para abraçar. - Meus filhos são tudo o que tenho neste mundo. Eu não posso suportar viver se eu perder um de vós.
- Vamos ter cuidado. Mesmo que tenha que amarrar as mãos e os pés de Galen.
O pai beijou ambas as bochechas e, em seguida, passou a fazer o mesmo com o irmão.
Eu sempre soube que ia perder Misos ( Deus atlante da guerra), mas eu estava esperando para passar mais anos contigo antes de partires para a guerra. Vinte anos não é suficiente.
- Galen, cuida do teu irmão. Não deixe que nenhum mal aconteça a ti e a ele.
- Eu vou, papsi. Seus olhos brilhavam de alegria e entusiasmo. Galen pegou sua espada embalando-a e se dirigiu-se para a porta.
Aricles suspirou enquanto seu olhar varreu o quarto que dividia com Galeno e Perseu, que estava com Julia. Aos dezasseis anos, seu irmão mais novo era como um escravo para o seu coração, como Galen foi sua libido. Eu odiava não ter a chance de dizer adeus. - Diga a Perseus que vou sentir a sua falta e para não perder as aulas.
O pai sorriu. - Tenha cuidado, m'gios.
- Tu também, papsi. Aricles abraçou-o uma última vez antes de seguir Galen onde esperavam a deusa e o seu servo.
- Olha para ti como se não tivesses te tido uma evacuação em um mês. Malphas - disse, logo que o viu.
Frazindo a testa, Aricles não tinha a certeza o que pensar do homem que seria seu treinador e comandante.
Galen bufou. Ele  sempre se parece com isso. Nascido constipado. O irmão aproximou-se dele. - Vamos, Ari, sê jovem, por uma vez na tua vida.
- Eu tentei uma vez e achei cansativo. A melancolia se adapta muito bem a mim.
Malphas riu. - Então, onde está o teu xiphos?
- Eu não tenho nenhum.
- Sempre usei um pedaço de madeira para me treinar.
Grunindo para seu descontentamento, Malphas acenou para a deusa. Eu acho que estamos prontos.
Em um ponto eles estavam na floresta, e no próximo, estavam em uma espécie de templo que Aricles jamais tinha visto. Feita de ouro maciço, brilhava ao redor dele. Imagens de cores vivas e desenhos geométricos pintados todos a ouro.
- Onde estamos? - perguntou.
A deusa juntou as mãos a frente dela - Tebas, no Egipto. Este é o meu principal templo.
Meu pai está ao lado.
- Teu pai?
- Set.
Aricles arregalou os olhos. Embora ele soubesse pouco dos deuses fora do seu panteão, Set era aquele que todo o mundo sabia. Foi dito que era o deus mais feroz alguma vez conhecido, o deus do caos e aterroriza até mesmo a sua própria família. - Pensou que eu não podia ter filhos.
- Eu nasci para ele. Eu fui criada por ele.
- Não estou entendendo.
Malphas bufou. - Depois que Seth tive um pequeno colapso emocional, que custou vários deuses partes dos seus corpos e das suas vidas, a fonte suprema decidiu que tinha que dar-lhe outra coisa para se concentrar e ser feliz. - Gesticulou em direcção a Bathymaas. - O que é melhor do que uma bela filha, sem emoção e sem ser monitorizada?
Galen sorriu a Aricles. - Qual o melhor afinal?
Malphas lançou um olhar de advertência a Galen. - Cuidado com a tua tanga, cachorrinho. Nossa deusa é virgem e vai continuar assim. Nem sequer sabe o que fazer com um beijo, então não tentes fazer isso a menos que queiras saber o final ruim da minha espada e a fúria do seu pai.  Galen fez uma careta. - É uma pena, ele observou.
Malphas levou-os para uma sala onde quatro homens estavam descansando.
- Bem- vindos ao Eperon. Nós temos dois guerreiros de todas as raças mortais. Ele apontou com o queixo para os dois homens que estavam jogando dados. Um deles era uma besta por fazer passar despercebido os dois metros de altura dos irmãos. De facto, um dos seus braços musculados, fariam facilmente o mesmo diâmetro da cintura de Bathymaas. Seu cabelo loiro dourado longo trançado pelas costas. O outro também tem uma boa musculatura e era, provavelmente, dois ou três maior do que os irmãos. Tinha barba branca loira muito curta e cabelo. - Representando a raça Apollite temos Hiades. - Era o maior dos dois. - E Hector.
Malphas trocaram piadas enquanto apontava para o homem que estava na cama lendo um livro. Ele tinha cabelos e olhos negros e uma barba espessa do mesmo comprimento que o seu cabelo. - Nossos seres humanos, são o  Monokles filosófico e - fez um gesto em direcção ao qual ele estava afiando
a sua espada - Phelix. - Seu cabelo era vermelho brilhante que chegou um pouco abaixo das orelhas.
Malphas deu uma palmadinha no ombro de Galen.
- Guerreiros, conheçam os nossos atlantes. Galen e Aricles.
Haides estreitou os olhos para olhar para eles.  - Como distingui-los?
Galen sorriu. - Eu sou o único que está realmente vivo e que gosta de participar de actividades divertidas. Articles raramente sorri e,  provavelmente, discute filosofia com Monokles.
Aricles não intimidou. - E eu vou dar com o chicote no traseiro de Galen durante o treinamento.
Hector riu gostosamente. - Gosto deles. Ele indicou uma cadeira vazia À sua direita. - Deves manter a tua equipa e juntar-te a nós.
Aricles pegou nas coisas de Galen. - Vá em frente. Eu vou cuidar disto.
Como sempre, Galen não hesitou em aceitar a oferta.
Aricles olhou para Malphas. - Quais são as nossas camas?
- As duas que estão sob a janela. O treinamento vai começar uma hora depois do nascer do sol. Que tenhas uma boa noite e lembra-te, sem
derramamento de sangue no templo da deusa. Mantém para o campo de batalha.
Aricles colocou seus pertences pessoais na mala que estava entre as duas camas. Ouvir o irmão com piadas com os seus dois novos amigos, tirou
uma pequena faca e uma escultura que tinha começado há quatro dias. Era uma figura feminina vaga.
Ela não tinha rosto.
Até hoje.
Tinha começado como uma oferenda a uma das deusas da sua terra natal, mas agora... Bathymaas seria perfeito para ela. Vendo-a majestosa graça
em madeira, começou a reconstruir.
Depois de alguns minutos, Monokles veio vê-lo. - Fazes parecer fácil. Quanto tempo és um escultor?
- Desde o verão, quando eu estava com o meu avô em Ena. Era algo que eu fazia todas as noites depois de terminar as tarefas. Fiquei quatro ou
cinco anos, ele segurou no colo e pacientemente me instruiu.
- Eu nunca conheci os meus avós. Um deles era um herói grego que morreu em batalha, quando meu pai era um menino e o outro um oficial de
cavalaria, que morreu na guerra, enquanto a minha mãe estava grávida de mim. E o teu? Um oficial aposentado?
Aricles balançou a cabeça. - Ele era um simples agricultor, como meu pai estava diante dele. Por natureza, os atlantes são pacíficos...com
excepção peculiar do meu irmão, que foi corrompido em sua juventude por um amigo que disse muitos contos gregos.
Monokles endureceu. - É isso que é por mim?
- Nem por isso, Monokles. Tens todo o direito de te orgulhar muito dos teus soldados familiares. Meu insulto foi dirigido exclusivamente para
o meu irmão. Acho que o resto dos membros da família estão rubes províncias porque preferem cultivar a terra em vez de fazer guerra com os
nossos vizinhos.
Aquelas palavras pareciam desconcertar - Mas estás aqui. Porquê?
Aricles encolheu os ombros. - Nosso lema não é questionar a vontade dos deuses, mas fazer o melhor para honrá-los, nossos antepassados e
nós mesmos.
Monokles franziu o cenho- Quantos anos tens?
- Vinte e tu?
- Dez anos, e ainda assim falas como um velho sábio.
Galen respondeu. - Isso é porque o meu irmão nasceu com idade. Ele saiu do ventre da nossa mãe espalhando sabedoria e com mais paciência do que qualquer homem mortal deve possuir. Poderia ter sido um sacerdote.
- Isso é verdade? Perguntou Monokles. - Preferias ter sido sacerdócio?
- Provavelmente, mas quando se toma a voto, tinham outras obrigações. - Tinha sido apaixonado por Claudia e planejou casar com ela. Para pagaro preço do casamento com seu pai. Eu tinha trÊs empregos, além dos seus deveres domésticos. Mas um fazendeiro foi a última coisa que ela
se queria amarrar.
Agora era tarde demais para se tornar um sacerdote.
Talvez, afinal de contas, era uma amarga ironia que teria terminado ao serviço de uma deusa.

***

- O que estás fazendo?
Bathymaas levantou os olhos da sfora com a pergunta de Malphas. A pequena bola laranja, permitiu-lhe espionar os recrutas. - Queria
ter a certeza que as nossas duas recentes aquisições não se encontravam contra a oposição dos outros.
- Eles estão se adaptando bem?
- Parece que sim. Estudou Aricles, a continuar a escultura, com mestria, enquanto seu irmão jogava dados com os outros. - Achas que cometeste
um erro ao forçar Aricles a deixar a fazenda?
Caleb ficou boquiaberto com a pergunta. - Isso é, certamente, o que estou ouvindo?
- Eu não sei, ela respondeu honestamente. - Mortais sentimentos estão além de mim. Mas eu sei como é complicado eles são seres sensoriais.
Eu não quero sofrer por causa da nossa decisão.
Caleb levantou uma sobrancelha. Em todos os séculos que tem servido a deusa, ele nunca tinha ouvido falar antes de desafiar uma decisão.
Incrível, realmente. Nem tinha se preocupado com os sentimentos de alguém. Não tinha certeza do que fazer com isso. Ou foi a preocupação de
Aricles que causou agora duvidas nas suas decisões.
Estranho.
- Os seres sensíveis vão adaptar...com o tempo.
Ela devolveu o olhar. - Nunca te adtapataste sem estares com a Lilliana.
Ele fez uma careta para a verdade amarga que apertou forte. - Eu sou muito diferente deles. Além disso, Lil mudou-me o que era, e depois
violentamente arrancou de mim. Não é o mesmo que sair de casa para servir uma deusa e defender o meu povo.
Bathymaas virou sem outra palavra. Sabia o quanto doía falar sobre Caleb e a sua esposa, pela primeira vez, ela sentiu uma dor estranha no
peito pela sua perda. Ela não tinha a certeza do porquê.
No entanto, não havia como negar que estava ali.
Se ela soubesse o porquê."


Tradução livre, retirado do site oficial da autora 

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