quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Entrevista do site LoveVampires com Sherrilyn Kenyon

Esta entrevista foi realizada em 2009, após o lançamento do livro Bad Moon Rising, que ainda não foi editado em Portugal. Mais uma vez, temos direito a uma espreitadela ao mundo da nossa autora predilecta. Ela fala-nos também de algumas das suas outras séries, tais como as Chronicles of Nick e League.

Sem mais demoras, aqui está a entrevista

LV. A Sherrilyn Kenyon

SK. Não há muito para dizer. Sou escritora, esposa e mãe com muitos animais de estimação. 

LV.
 Os Dark-Hunters 

SK. Os Dark-Hunters são loucos, maus e imortais. Eles têm uma vida difícil e lutam duro. E eles são tudo que se mantém entre a humanidade e aqueles que fazem de nós as suas presas.

LV.
 No seu último livro da série Dark-Hunter, Bad Moon Rising, revisita alguns dos acontecimentos que se passarem nos primeiros livros da série onde o Fang e Aimee eram personagens secundárias. Quando estava a escrever Jogos na Noite (Night Play) e À Solta na Noite (Unleash the Night) já sabia que a determinado ponto o Fang e a Aimee iriam ter o seu próprio livro? 

SK. Já sabia que eles iriam ter um livro desde o momento em que entraram em palco, e inclui senas deles nos livros anteriores propositadamente e sabia que as iria revisitar durante a sua história. 

LV.
 Bad Moon Rising foca-se no Santuário e no clã de ursos predadores do homem Peltier, tem planos para escrever mais histórias sobre os irmãos Peltier? 

SK. O livro do Dev vai sair no próximo verão. Ele vai ser emparelhado com a Samia, um dos Dogs of War. Ela é uma Amazona Dark-Hunter.

LV.
 O que nos pode dizer sobre as Chronicles of Nick

SK. Começa no dia em que o Nick conhece o Kirian e narra os seus anos como Escudeiro. Temos a oportunidade de ver o mundo DH pelos olhos de um escudeiro e pela experiência individual do Nick. Esta série deve ter cerca de 10 livros e acaba quando Prazer da Noite (Night Pleasures) começa. 
Existe um monte de novas e divertidas personagens como os Four Riders of the Apocalypse (Quatro Cavaleiros do Apocalipse) e claro o Bubba Burdette. E a Simi, mesmo muito da Simi. 
Os leitores vão ver a Tabitha e a Amanda, tal como outras personagens favoritas da série, como adolescentes e vão conhecer algumas das crianças Peltier.

LV.
 Em adição aos livros DH, a série BAD e Lords of Avalon, também tem uma nova trilogia (League) e a série Nevermore em progresso. Com tantos livros para escrever onde é que encontra inspiração e mantém as ideias frescas? 

SK. A League é uma série antiga que escrevi antes dos DH, portanto não são novas. Nevermore é algo que eu queria escrever desde à uma década atrás. Alias tenho um contrato com a SMP há seis anos para eles, mas não tive tempo para eles até agora. 
Quanto a manter as ideias frescas, não sei. Sempre tive ideias. Se eu nunca mais tiver nenhuma, já tenho que chegue para me manter a escrever para o resto da minha vida.

LV.
 O universo DH é tanto enorme como complexo, como é que se mantém a par das regras, personagens e enredos? 

SK. Na minha cabeça. Não sei como funciona, mas funciona.

LV.
 Planeia o caminho de cada personagem antes de escrever ou as suas personagens ganham vida própria durante o processo de escrita? 

SK. Não planeio nada. Só me sento e escrevo.

LV.
 Qual foi o livro que representou o maior desafio e porquê?
 

SK. São todos um desafio ao escrever. Nenhum se destaca por ser mais difícil que os outros. Excepto quando o livro se relaciona muito com os anteriores, como Acheron ou BMR, tenho que voltar atrás e relembra-me da linguagem exacta entre as personagens.

LV.
 Qual dos seus livros está mais orgulhosa e porquê? 

SK. De todos. Eles são como os meus filhos. Cada um foi um longo trabalho de amor que alimentei a cada passo do caminho. Há alguns que foram mais difíceis de publicar por causa do mercado ou batalhas exteriores, tais como Born of Night, a manga e Prazer da Noite (Night Pleasures), por tanto essa vitórias foram mais agridoces.

LV.
 Como escritora, que autores/livros tiveram maior influencia na sua escrita?
 

SK. Nenhum. Eu comecei a escrever antes de saber ler. Costumava desenhar as minhas histórias :)

LV.
 Como aspirante a escritora sofreu muitas rejeições, algumas que pareceram muito cruéis. Julga que as rejeições constantes alteraram a sua escrita ou fizeram de si uma melhor escritora? Ou foi o mundo das publicações que se alterou e tornou-se mais receptivo do romance paranormal? 

SK. Não foi só quando era aspirante a autora. Tive muitas rejeições depois de já ser autora de bestsellers. A mais cruel veio após ter publicado seis livros. 
Sim, mudou a minha escrita. Decidi que se ia falhar, ia ser por escrever os livros que eu queria escrever, e não a tentar escrever de acordo com as tendências actuais do mercado. No que diz respeito ao paranormal, não existia quando eu me embrenhei nele. Eu sou uma das fundadoras das tendências atuais e uma das razoes pela qual as editoras estão abertas a ele.

LV.
 Porque é que acha que o romance paranormal é tão popular actualmente? 

SK. O mercado esteve sempre lá. É popular porque nós, os fundadores, o pusemos na lista de bestsellers. E assim que alguém mostra que os leitores existem, as editoras compram mais livros que são similares aos que estão em voga. Um excelente exemplo, eu tenho andado a tentar escrever sobre zombies durante anos, mas os meus editores estavam certos que não existia mercado para tal. Graças ao Pride, Prejudice and Zombies agora já se pode escrever. 
Mesmo quando estava a lutar por vender os DH, eu sabia que o mercado para vampiros estava lá, não importava o quanto as editoras diziam que não.Os leitores liam outras coisas porque não tinham acesso a histórias de vampiros. Agora têm.

LV.
 Qual é a sua personagem ficcional vampírico favorito? 

SK. Renfield que não é tecnicamente um vampiro. Mas eu adoro-o de qualquer das maneiras.

LV.
 Se o mundo DH fosse a vida real e tivesse que escolher uma das suas personagens, quem é que queria ser? 

SK. A Simi, adoro o código moral dela. 


Fonte: LoveVampires
Tradução Adm. Sofia Ribeiro

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